GOVERNO
DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA
DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
“E.E. Coronel Francisco Whitacker” – Anhumas
Projeto
Memórias do Coronel
Sala de Leitura -2017
Introdução:
É muito comum ouvir a
afirmação que o povo brasileiro não tem memória e se associa a esta falta de
compromisso e até estendendo-se para a contemporaneidade nossa complacência com
a corrupção.
Porém, há de certa forma, um descaso do poder público
quanto a memória e patrimônios brasileiros, porque somente nomear prédios e logradouros
públicos com nomes de pessoas ilustres não necessariamente trará algum avanço
no sentido de conhecer ou reconhecer-se como parte da história.
Portanto, acreditamos ser necessário um trabalho mais
apurado e detalhado para que a população se sinta conhecedor e reconhecido na
História.
Desta forma, de maneira inicial, contando com parcerias a
Sala de Leitura destinará parte de seus esforços para resgatar a memória dos
atores do processo de construção da E.E. Coronel Francisco Whitacker, porém, nosso
material de trabalho principal serão as lembranças (memórias).
“A lembrança é a sobrevivência do
passado. O passado, conservando-se no espírito de cada ser humano, aflora a
consciência na forma de imagens – lembranças. ” Bosi,
p. 53
Trata-se, portanto, da história e memória de pessoas que
dedicaram parte de suas vidas a um objetivo comum a educação.
Objetivos:
Prioriza-se aqui o resgate da
história do patrono da escola através de documentos de época, como atas, leis,
decretos, cartas e buscas na internet.
Também registros dos depoimentos
de pessoas envolvidas no processo educativo, ou melhor, no dia-a-dia escolar.
“Afinal,
o vivido que guardamos em nossas lembranças e que circunscreve ou funda o campo
da memória se distingue da história. Entretanto, se são distintos,
arriscaríamos afirmar também que ~são inseparáveis”. Montenegro, p17
Organizar um acervo físico, um
blog e vídeos no youtube.
Incentivar o protagonismo dos
alunos e professores iniciando-se pelo Grêmio Estudantil e em reuniões de
planejamento escolar para a coleta de informações, entrevistas ou materiais
históricos para possível acervo físico.
Envolver outros alunos e
professores numa tentativa de resgate da função social da escola apresentando-os
como atores da história, ou seja, também fazemos história.
Justificativa:
Anhumas é uma cidade pequena, onde
infelizmente não se conta com a existência de museus e muito menos arquivos
históricos. Desta forma, parte da rica história foi se perdendo.
Ou como diria BOSI: “ Destruindo os suportes materiais da
memória, a sociedade capitalista bloqueou os caminhos da lembrança, arrancou
seus marcos e apagou seus rastros”. P.19
Como agravante somos uma cidade
dormitório, o que aprofunda o sentimento de não pertencimento. Este sentimento pode
ser um dos fatores de vandalismo, rebeldia e apatia tão presente em nossos
alunos.
Desta forma, organizar e divulgar
histórias de pessoas que contribuíram para a história de Anhumas crie uma
referência, e sendo muito ambiciosos um sentimento de pertencer e de se
reconhecer.
Afinal, o objetivo é, todos nos
tornemos sujeitos da história para a partir deste momento preservá-la.
Metodologia:
Segundo Montenegro: “Privilegiam-se 3 focos produtores de
história a partir dos registros que a população tem gravados em sua memória: a
história construída a partir das experiências de vida e trabalho, a história
produzida pela elite e a história da esquerda. ” P.23
Pesquisa de material físico, como
documentos oficiais na escola, município, municípios vizinhos e comarca de
Presidente Prudente.
Organização de espaços de
reuniões com diversos segmentos da escola para divulgação do material
encontrado, tanto com professores, equipe gestora, funcionários, como grêmios,
alunos e pais.
Organização de grupos de alunos
para estudo e sistematização de entrevistas com diversos atores da escola.
Entrevista com pessoas que atuam
ou atuaram na escola, bem como, familiares de falecidos.
Formação de um acervo físico
público, um blog e canal no youtube, para divulgação da pesquisa.
Durante o projeto também se
espera:
“
O principal esteio de meu método de abordagem foi a formação de um vínculo de
amizade e confiança com os recordadores. ” Bosi, p. 37
Conclusão e Avaliação:
Formação de um acervo físico
público, um blog e canal no youtube, para divulgação da pesquisa.
Formação de vínculos entre o jovem
(sujeito) e o passado, materializado através de vínculos com os entrevistados,
que por extensão um vínculo com a escola.
Bibliografia:
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças de velho. São Paulo:
Companhia de Letras, 1993,3ª edição.
CHAUÍ,
Marilena. Conformismo e resistência.
São Paulo: Brasiliense,1986.
MONTENEGRO,
Antônio Torres. História Oral e memória: a cultura popular revisitada. São
Paulo: Contexto,1993.
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